
Esta não é uma questão difícil de responder. Em qualquer lugar que você abrir o Novo Testamento você verá a salvação sendo explicada, apresentada e discutida. A salvação do pecador é o principal tema do Novo Testamento e o entendimento que ele apresenta da salvação é uniformemente claro e unânime. Salvação sempre significa resgate de uma condição de perigo e miséria para uma situação de segurança e, acima de tudo, a libertação do pecado e de suas conseqüências eternas. É obra soberana do Deus que se revela com Deus Trino, Pai, Filho e Espírito Santo.
A salvação no Novo Testamento tem três tempos: passado, presente e futuro. Ela é a salvação
a) da culpa do pecado (o aspecto passado: já não estamos mais debaixo das penalidades do pecado;
b) do poder do pecado (o aspecto presente: o pecado não mais nos domina;
c) da presença do pecado (o aspecto futuro: o pecado, um dia, não passará de uma má recordação.
Em outras palavras, a salvação, é um processo contínuo que está incompleto no momento. Neste processo, os cristãos já estão salvos (livres)
a) da ira de Deus (da retribuição judicial: Rm 5.9; 1Ts 1.10
b) da morte eterna (Rm 6.21,23);
c) do domínio do pecado (Rm 6.14,18);
d) de uma vida de temores (Rm 8.15) e
e) dos hábitos impiedosos e imorais que querem nos controlar (Tt 2.11-3.7).
E, um dia, em uma realidade que transcende este mundo, os cristãos serão semelhantes a Jesus em corpo e caráter moral (Fp 3.20; 1Jo 3.2). Então, o pecado não estará mais presente. Mas, hoje, aqui e agora, vivemos com alegria no favor de Deus, o servimos e o adoramos com gratidão pela sua graça, e lutamos contra a pressão do pecado por meio da força que nos é concedida pelo Espírito Santo que habita em nós. Há no coração de todo o verdadeiro salvo um desejo profundo por santidade e um temor pelo pecado.
Você tem plena certeza da sua salvação eterna? Não pelo que você sente ou deixa de sentir em relação a isso, mas pelo que a Bíblia diz: “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus” (1 Jo 3.9).
Não sejamos, pois, negligentes com esta grande salvação que recebemos. Que possamos desenvolvê-la mais e mais em nosso viver diário, glorificando nosso Salvador.
Rev. Eloy Heringer Frossard