
Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se o seu coração nos dias de tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem o teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá conta ( Ec 11.9 )
Ser adolescente é viver em tensão. Sabe, o adolescente, que não é mais criança. Sua voz o denuncia. Seu corpo o denuncia. Seus apetites o denunciam. Por outro lado, ainda não é adulto. Falta-lhe a constância e o equilíbrio que só vem com a vivência e a maturidade.
Ser adolescente é querer ser criança quando as angústias, as exigências e as contradições da vida lhe assaltam. É querer ser adulto para usufruir da liberdade, da sexualidade e da responsabilidade, que ainda lhe faltam.
Se não bastasse isso, o adolescente também é atingido por dois tipos de pressão aos quais raramente sai imune.
O primeiro deles é a pressão religiosa. A figura de Deus usada como instrumento de repressão da vivência plena. Para ela, o adolescente só pode não poder.
O segundo tipo é a pressão social, que se tem, na pós-modernidade, a mídia como carro-chefe, a manipular a opinião pública para que o tipo adolescente se encaixe, da melhor maneira possível, naquele que vai comprar os produtos que patrocinam a própria mídia e movem a economia do país.
Ambas coisificam o adolescente e são responsáveis, no primeiro caso, pelo fariseu infeliz e desgraçado, e, no segundo, pelo indivíduo vazio e idiota, incapaz de pensar e assumir uma missão para a própria vida.
Aquele que se deixa vencer por uma das duas cedo, dificilmente consegue mais tarde voltar ao caminho melhor. É nesta fase da vida que todo o futuro desponta com a rapidez de uma flecha. Por isso, pare e pense. Carpe Diem ( aproveite o dia ), seja autêntico, tenha valores e opiniões próprias, e tire esse dia para começar a refletir sobre a sua missão nessa vida, aquela que o Criador preparou só para ti. Feliz dia do adolescente Presbiteriano.
PR. Cristiano Franco (adaptado)